Posts Tagueados ‘Música’
Passeio…
Caminhando sem rumo, nesse estranho silêncio de palavras escritas em pixels… O mundo é virtual e existe, mas é apenas uma janela que não bagunça os nossos cabelos ao ser aberta, onde o som é .wav, .mp3, ou .ogg … O passeio silencioso é sem frio no rosto, sem chuva ou mera garoa… nada impressiona, nada apaixona, são palavras, são imagens – com boa resolução ou não… Enfim, um mero post pra dizer que passei por aqui… até meus passos são dedilhados.

Vanerão no Butecão do Jorge
The Carpenters – Only Yesterday
Em uma música do ano de 1975 uma pessoa qualquer diz que encontrou a sua morada nos braços de alguém… O lar de alguém é o próprio silêncio que tem consigo mesmo; podemos dizer que o coração é a mais solitária das moradas – para a fisiologia renascentista, era a morada da razão, sendo assim, o ser solitário habita as suas razões quando apaixonado, mas já não é mais solitário, ele está por alguém. Dizem que o reconhecimento, o saber-se em um outro, é o princípio do “amor”, talvez até seja, mas a morada do ser apaixonado não parece tão tranqüila assim, ela é seguidamente tomada de assalto ao estar próximo do sujeito que se “ama”. Se ontem o sujeito solitário tinha consigo um silêncio profundo e autoreconhecido, hoje tem um autoreconhecimento permeado por uma premissa: um outro. Conclusão: a consciência de si é uma grande mentira quando se está apaixonado, e a memória de um passado esclarecido – quando se está profundamente solitário – é apenas um consolo para aqueles que têm medo de habitar moradas menos frias e secas…
Face to Face em Porto Alegre!!
Fazia muito tempo que eu não ia em um show de Punk Rock – acho que a “seriedade” da minha vida não permite esse tipo de coisa; contudo, boas lembranças me fizeram esperar em frente ao local do show, tomar umas cervejas com os amigos e rever outros tantos amigos que não via há mais de 8 anos. Há tempos não sentia vontade de pular enlouquecido na frente de um palco e ouvir o barulho ensurdecedor de acordes extremamente barulhentos e, por fim, coisa boa dormir com o ouvido zunindo… Face to Face em Porto Alegre… ótima festa de formatura.
Qual é o seu EMO? Esse é o meu…
Dizem que a preocupação das bandas categorizadas como Emo do final dos anos 80 era apenas expressar sentimentos genuínos, isso não significava cantar canções de amor, ou sobre a tensão entre razão e emoção – papinho de adolescente -, mas cantar aquilo que como Oswaldo Montenegro diz: “e nasce uma canção rimada da voz arrancada ao nosso coração”, ou seja, a pretensão das bandas de Emo de outrora era expressar a angústia não só nas palavras, mas em seus gritos, e suas veias soltadas no pescoço… Abaixo segue uma música de uma banda que é considerada a segunda geração desse movimento Emo, que está mais desvinculada da sonoridade punk e hardcore… Com vocês: MINERAL.
Oswaldo Montenegro – Intuição
Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela de filosofia, é mundo bem melhor
Canta uma canção que agüente essa paulada e a gente bate o pé no chão
Canta uma canção daquela, pula da janela, bate o pé no chão
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
Canta o que não silencia, é onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada da voz arrancada o nosso coração
Como sem licença, o sol rompe a barra da noite sem pedir perdão
Hoje quem não cantaria, grita a poesia e bate o pé no chão
Para Nola…
Sérgio Sampaio cantando “Se você pensa” do Roberto Carlos
Chicago – Saturday in the Park “Live” (1972)
Entrevista Sérgio Sampaio
Luis Enrique Mejía Godoy – Yo soy de un pueblo sencillo

Download da Música aqui
Y soy de un pueblo pequeño
Pequeño como un gorrión
Con medio siglo de sueños
De vergüenza y de valor
Yo soy de un pueblo sencillo
Como la palabra Juan
Como el amor que te entrego
Como el amor que me dan
Yo soy de un pueblo nacido
entre fusil y cantar
Que de tanto haber sufrido
tiene mucho que enseñar
Hermano de tantos pueblos
Que han querido separar
Por que saben que aun pequeños
Juntos somos un volcán
Por que saben que aun pequeños
Juntos somos un volcán
Yo soy de un pueblo que es poeta
Y sus versos escribió
En los muros y en las puertas
Con sangre rabia y amor
Yo soy de un pueblo orgulloso
Con mil batallas perdidas
Soy de un pueblo victorioso
que aun le duelen las heridas.
Yo soy de un pueblo nacido
entre fusil y cantar
Que de tanto haber sufrido
tiene mucho que enseñar
Hermano de tantos pueblos
Que han querido separar
Por que saben que aun pequeños
Juntos somos un volcán
Por que saben que aun pequeños
Juntos somos un volcán
Yo soy de un pueblo reciente
Pero antiguo su dolor
Analfabeta vigente
Medio siglo en rebelión
Yo soy el pueblo que un niño
En miquimombo soñó
Soy del pueblo de Sandino
Y Benjamín Zeledón
Yo soy de un pueblo sencillo
Fraterno y amigo
Que siembra y defiende
Su revolución.
