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A destruição de Richard Wagner…
“Cavalgada das Valquírias” é a música mais perigosa para ouvir enquanto se conduz
Um estudo da organização britânica RAC Foundation for Motoring elegeu a «Cavalgada das Valquírias», composta por Richard Wagner no século XIX, como a música menos aconselhável de se ouvir enquanto se está a conduzir, tendo como base uma investigação que revela que ouvir música alto pode causar acidentes. «Dies Irae», da obra de Giuseppe Verdi «Requiem», ficou classificado no segundo lugar da lista. O resto do top 5 da insegurança é composto por músicas bem mais recentes: «Firestarter», dos Prodigy; «Red Alert», dos Basement Jaxx; e «Insomnia», dos Faithless. A organização também elaborou uma lista de músicas que podem ser ouvidas, de forma segura, enquanto se está a conduzir. Assim, o primeiro lugar desta hierarquia é ocupado por «Come Away With Me», de Norah Jones, enquanto a segunda posição pertence a «Mad World», de Gary Jules. Os três restantes lugares são respectivamente ocupados por «Another Day», de Lemar; «Too Lost in You», das Sugababes; e «Breathe Easy», da boysband Blue.
Do site: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=123704
Musical DeSKArrego Ao Vivo no VI ELAOPA
HINO DA RESISTÊNCIA
POUT POURI
The Jackson Five – Happy
Para lembrar da minha infância…
Hot Chocolate – No Doubt About It
Som do momento… estranho não?
Setlist 1 – Dias meio que assim…
1 – Gago Apaixonado (Noel Rosa)
2- Along the way (Bad Religion)
3 – Why Don’t We Do It In The Road? (Beatles)
4 – For Whom the bell tolls (Bee Gees)
5 – All Of Me (Billie Holiday)
6 – Madreselva (Carlos Gardel)
7 – Massenet MANON En fermant les yeux 9 Feb 1904 (piano accompanied) (Enrico Caruso)
8 – Minha (Cartola)
9 – Someday Never Comes (Creedence Clearwater Revival)
10 – Cygnet committee (David Bowie)
11 – If I Can Dream (Elvis Presley)
12 – Torch Yourself (The Gloria Record)
13 – No Doubt About It (Hot Chocolate)
14 – Happy (The Jackson Five)
15 – The Everlasting (The Manic Street Preachers)
16 – Let Down (Radiohead)
17 – For Once In My Life (Stevie Wonder)
18 – Noturno (Raimundo Fagner)
Por um movimento gatorrista gaúcho
A Gatorra surge como o avatar da era de aquárius e segundo o próprio Tony, ela provavelmente terá uma evolução em 2010… Enquanto muitos lamentam as masélas sociais, Tony cria o seu instrumento e com ele o seu protesto. Salve o movimento Gatorrista Gaúcho que há de dominar o planeta terra – portanto, “Assassino, não seja um, pare com isso deixe viver não faça assim”…
Raimundo Fagner e Robertinho de Recife – Revelação/Noturno
Quando a gente tenta, de toda maneira dele se guardar, sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar… Se hoje eu sou deserto é que eu não sabia, que as flores com o tempo, perdem a força e a ventania vem mais forte. Hoje só acredito no pulsar das minhas veias, e aquela luz que havia em cada ponto de partida há muito me deixou…
Tudo que você precisa é… assistir sozinho e escondido
Ontem em uma mesa de bar uma menina me disse que o filme “Across the universe” é cheio de clichês – o que eu concordei plenamente. Todavia, essa resposta é muito simplória, não diz quase nada. Contudo, se aquela menina ao afirmar que o filme era cheio de clichês estava dizendo que o filme é muito previsível, ai sim eu realmente concordo com ela, visto que a cada cena poderia se inferir que música seria cantada – mas lembrem-se, o filme é um musical. Mesmo assim, isso não explica e nem é suficiente para desconsiderar o que senti, como se a cada cena a música fizesse efetivar em meu corpo um sentimento qualquer, dominando algum tipo “mecanismo”, que descontrolado agia por si só, deixando de lado qualquer pretensão de “razão”… Eu apenas lamento, sou um sujeito formado culturalmente por Beatles, que ao ver o filme se tornou um clichê, se tornou previsível, e sem nenhum pudor fez parte da massa que não tolera conversas pedantes de mesa de bar.
Sangrando: Conciliando o Corpo e a Alma
A idéia de uma escrita com sangue, isto é, com o espírito, como afirma Nietzsche na seção intitulada “Dor ler e escrever” no livro Assim falou Zaratustra, sempre me deixou inquieto, pois sempre entendi isso como um certo estar por inteiro, uma conciliação entre entre corpo e alma. Nietzsche, creio eu, afirma com isso que escrever com sangue é viver e ter vivido cada palavra que se disse ou que se diz.
Essa reflexão nietzscheana de alguma forma encontra uma correspondência na canção “Sangrando” de Gonzaguinha, pois, no caso dessa música, sangrar não significa meramente dizer o viver; mas sim, uma certa conciliação, isto é: dizer é viver, e sangrar, nesse caso, significa justamente “dizer a própria vida expondo-se por inteiro”, ou seja, viver o espírito é sangrar.
“Quando eu soltar a minha voz por favor entenda, que palavras, por palavras eis aqui uma pessoa se entregando. Coração na boca, peito aberto vou sangrando…”, é uma certa sinceridade levada ao extremo, uma sinceridade que não significa meras palavras que damos sentido ao ouvir, muito além disso, é dar o próprio corpo, assim como um ator em uma peça de teatro, que precisa fazer o seu corpo dizer aquilo que está dito nas palavras de um roteiro – um artista sangra na medida em que diz com o corpo.
Com toda razão alguém diria para mim que um ator encena, isto é, ele é na medida em que está em um palco e, portanto, o seu viver é relativo aquele momento – a sua sinceridade é falsa. Todavia, para mim sinceridade é efetivação do presente, estar por inteiro naquele momento, por isso que a sinceridade do ator é intensa, é verdadeira.
No caso das palavras de Gonzaguinha, poderíamos pensar em um diálogo com alguém, quando não apenas falamos, mas dizemos com os olhos, desejamos – desejo no sentido de querer entender o outro -, queremos viver o outro em nós mesmos – queremos encontrar-se com o outro. Todavia, se pensarmos novamente naquelas palavras, veríamos que o compositor ao pedir a caridade de quem o ouve, traz consigo uma certa angústia, pois ele quer provar aquilo que é improvável: um sentimento. Não é à toa que ele diz: “veja o brilho dos meus olhos e o tremor nas minhas mãos. E o meu corpo tão suado, transbordando toda a raça e emoção”, mesmo assim, ele está dizendo que é possível entender as suas palavras olhando para o seu corpo. Portanto, podemos dizer muitas coisas mesmo em silêncio.
Para finalizar essa breve reflexão, gostaria de trazer um trecho da “Gaia Ciência” de Nietzsche, que vai ao encontro das palavras de Gonzaguinha: “Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós, transformar continuamente em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo”. Com isso, podemos dizer que os nossos pensamentos são resultados daquilo que vivemos, daquilo que sentimos no corpo: as diversas forças que nos compõem… As palavras de Gonzaguinha em si são a afirmação da vida em toda a sua potência, força e angústia – “apenas o seu jeito de viver o que é amar”, e amar nesse caso, é sangrar, é viver o espírito em toda intensidade.
Carmen, a expressão da vida órfã do idealismo
Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. Os professores viram nele um promissor instrumentista, mas Bizet preferiu tentar uma carreira como compositor.
Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861, e teve um filho com a empregada doméstica que servia à família. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. Após enfrentar os campos de batalha, tentou retomar sua carreira de compositor. Foi quando apostou que sua ópera Djamileh lhe traria a consagração. Mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela crítica.
Ainda se refazendo do fracasso anterior, Bizet mergulhou no projeto que resultaria em Carmen, sua obra-prima. Após ler a história original do escritor francês Prosper Mérimée, novela publicada pela primeira vez em 1845, decidiu tranformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter posto os pés na Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados deles, mas fruto de sua própria imaginação. Isso levou parcela da crítica da época a denunciar um certo artificialismo da composição, que soaria como “música francesa querendo se passar por espanhola”.
Enquanto a parcela mais conservadora da crítica insistia em ver defeitos de ordem estética e moral em Carmen, a obra começava a chamar a atenção de importantes compositores contemporâneos de Bizet. Morto aos 36 anos, o compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir. Nos dez anos seguintes, ela seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica, Carmen também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard.
