Variações & Experimentos

Devaneios de uma razão em sua menoridade…

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Diversos amores

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A construção subjetiva que temos de um suposto “ser ideal”, talvez seja apenas a tentativa de amar a si mesmo através do outro: o amor enquanto reconhecimento de si. Quando não nos reconhecemos mais no outro da relação nos sentimos traídos, o amor acaba, a dor chega; mas o tempo tende a passar, a vida sempre segue o seu rumo, e logo logo estaremos nos reconhecendo em um outro que não sabemos qual – uma nova vida, um novo amor, uma nova disposição. É estranho… Sentimo-nos tristes ao ver a alegria daquele que se ama, queríamos no fundo que ele sofresse tanto quanto nós, e isso é o amor – um pouco de ressentimento. Mesmo assim, com uma dose de estoicismo, deixamos o tempo passar e o sentimento abafar, precisamos odiar, nos sentir injustiçados, sem saber o que fazer, para depois revermos tudo como um bom tempo que passou, depois que o amor passar…

Escrito por Marcos

13/04/2008 em 12:31 am

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Michel de Montaigne – Ensayos

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Este es un libro de buena fe, lector. Desde el comienzo te advertirá que con el no persigo ningún fin trascendental, sino sólo privado y familiar; tampoco me propongo con mi obra prestarte ningún servicio, ni con ella trabajo para mi gloria, que mis fuerzas no alcanzan al logro de tal designio. Lo consagro a la comodidad particular de mis parientes y amigos para que, cuando yo muera (lo que acontecerá pronto), puedan encontrar en él algunos rasgos de mi condición y humor, y por este medio conserven más completo y más vivo el conocimiento que de mí tuvieron. Si mi objetivo hubiera sido buscar el favor del mundo, habría echado mano de adornos prestados; pero no, quiero sólo mostrarme en mi manera de ser sencilla, natural y ordinaria, sin estudio ni artificio, porque soy yo mismo a quien pinto. Mis defectos se reflejarán a lo vivo: mis imperfecciones y mi manera de ser ingenua, en tanto que la reverencia pública lo consienta. Si hubiera yo pertenecido a esas naciones que se dice que viven todavía bajo la dulce libertad de las primitivas leyes de la naturaleza, te aseguro que me hubiese pintado bien de mi grado de cuerpo entero y completamente desnudo. Así, lector, sabe que yo mismo soy el contenido de mi libro, lo cual no es razón para que emplees tu vagar en un asunto tan frívolo y tan baladí. Adiós, pues.

De Montaigne, a 12 días del mes de junio de 1580 años.

Escrito por Marcos

01/04/2008 em 11:43 am

Michel de Montaigne e o Pedantismo

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Michel de Montaigne

No texto chamado “Do Pedantismo”, Michel de Montaigne busca refletir acerca da distinção entre erudição e sabedoria; o que pode parecer um pouco estranho, pois geralmente elas não parecem ser coisas distintas, ou seja, uma pessoa sábia é uma pessoa erudita. Contudo, essa distinção parece ser bem clara para o filósofo francês, se entendermos erudito como alguém que apenas domina um conhecimento, alguém que apenas ostenta o conhecimento como um bem cultural – uma bagagem cultural como normalmente as pessoas dizem. Nesse caso, portanto, aquela educação que tenha como fim apenas a retenção de conhecimento – apenas encher a nossa “bagagem” – seria uma educação pedante, visto que, não nos tornaria homens melhores, não nos prepararia para a vida.

 

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Escrito por Marcos

09/02/2008 em 3:07 pm

O fim de uma agonia polivalente

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A flor do bueiroEstamos prontos para fim? É claro que não, o fim não é tão facilmente experienciável, tendo em vista que o fluxo da vida coloca em cada fim um começo, ou melhor, um novo começo – seria o fim um recomeço? Estamos sempre prontos para afundar e cair em um abismo, que talvez não seja tão fundo assim… O limite está no sentido que damos para tudo aquilo – até mesmo essas palavras podem ter um sentido para aqueles que o procuram, no fundo a vida também é um sentido, um horizonte de navegador, um horizonte instransponível, sem fim, sem Deus, sem ordem… Não estamos prontos para o fim, pois nunca sabemos viver o acontecimento de um começo… O início de tudo talvez seja o fim – quem sabe disso? Nem eu mesmo… Por isso, ensaiu-me, vario-me, grito-me, vivo-me… acabo, mas não dou cabo de mim.

Escrito por Marcos

30/12/2007 em 2:19 pm

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