Variações & Experimentos

Devaneios de uma razão em sua menoridade…

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Rock In Rio com Tancredo Neves

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Inquietado pelo fato de o “Ano Internacional de Juventude”, que foi em 1985, ter passado em Branco no Brasil, resolvi fazer algumas pesquisas.  Primeiramente, a juventude com Tancredo Neves no Brasil…

Escrito por Marcos

11/09/2009 em 6:23 pm

Uma briga de “gigantes” ou a democratização da comunicação?

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Nessa semana deu-se início a mais uma batalha pelo controle do monopólio da televisão. A Rede Globo falou de Edir Macedo e da Igreja Universal para acusar a Rede Record, e a Record respondeu de forma rápida e agressiva, com uma história que muitas pessoas já sabiam; porém, com a audiência do Fala Brasil muito mais pessoas tiveram acesso às histórias obscuras da Rede Globo. Há um documentário que facilmente se consegue na internet, se chama “Muito Além do Cidadão Kane“. Esse documentário registra bem como a Rede Globo conseguiu chegar ao seu império midiático. Pela resposta da Rede Record, podemos perceber que eles usaram como base esse documentário. Ao meu ver, essa briga entre “gigantes” da mídia, representa apenas a luta pela audiência por outros meios, e não um debate sobre as comunicações no Brasil, isto é, um debate que discuta a legitimidade de uma ou outra. Não se discute, por exemplo, às concessões de televisão como um bem público, não se discute as relações entre religião, política e mídia, para se ter uma ideia, grande parte das concessões de televisão e rádio estão nas mãos de religiões ou políticos ligados a algum partido – os velhos coronéis do senado, têm as suas rádios ou televisões. Hoje mesmo li no jornal Correio do Povo que um filho do Renan Calheiros ganhou uma concessão de rádio. Digo ganhou, pois é isso mesmo, concessão se ganha de presente, e com certeza é um ótimo presente para quem quer comandar um Estado, não se discute o papel político – no bom sentido da palavra -, mas se dá concessões para quem “quiser”. Quero citar um exemplo do quanto é injusto esse sistema de concessões. Desde 2001 eu trabalho com Comunicação Comunitária, e nesse mesmo ano comecei a trabalhar na Rádio Comunitária da Restinga, uma rádio que tinha protocolado um pedido de concessão de rádio comunitária junto ao Ministério das Comunicações em 1998. A rádio tinha um ótimo trabalho comunitário, na sua grade de programação tinham 24 programas todos desenvolvidos por moradores do bairro, todos os locutores eram voluntários, faziam aquilo porque acreditavam. Em 2004, após 6 anos de espera por uma concessão, a rádio foi fechada pela Anatel – éramos criminosos. Isso demonstra o quanto as concessões de mídia são pouco avaliadas no que diz respeito ao bem comum, para mim, o fechamento de rádios comunitárias, efetivamente comunitárias, é uma afronta à democracia que todos juram defender – hipocritamente, nenhum dono de empresa de comunicação é contrário a liberdade de expressão, porém, se diz uma coisa e se faz outra. muitas empresas de mídia constantemente chamam rádios comunitárias de rádio pirata – mas pitaras são eles que estão atrás do ouro! Voltando ao caso da Record contra a Globo, acredito que essa briga entre as empresas de midia é apenas para ocupar o primeiro lugar no controle dos meios de comunicação. Nesse sentido, a única esperança que tenho, é na I Conferência Nacional de Comunicação, que, pelo que sei, depois de muito insistência, vai sair . Quem sabe mude um pouco essa vergonhosa situação do país. A democratização da comunicação é muito mais do que dar ao público o prazer de assistir outra novela, ou outro Big Brother, ou outro Jornal Nacional, ou outro Faustão, é poder propiciar para a população o acesso aos meios de produção de mídia, é poder incentivar as produções locais de cultura e etc, e, além disso, é poder aceitar o movimento de rádios livres e comunitárias como movimentos legítimos e não como criminosos. A final de contas, tanto a Record, quanto a Rede Globo, são contra às rádios comunitárias, e com certeza sempre assinam embaixo quando uma rádio é fechada… Acho que os criminosos estão brigando por ai, controlando grandes empresas de comunicação ou nos “representando” em Brasília ou por esses pagos… E que veja quem tem olhos de ver, amém…

Escrito por Marcos

13/08/2009 em 6:36 pm

AI-5: Nossa memória não esquece, isso ainda acontece!

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cartaz-ai5AI-5: Nossa memória não esquece, isso ainda acontece!
08 a 12 de dezembro de 2008

O Ato Institucional n°5 (AI-5) foi emitido pelo governo da ditadura militar em dezembro de 1968. O decreto silenciou e perseguiu a nação brasileira, estabelecendo definitivamente o regime autoritário. Na semana em que o AI-5 completa 40 anos, convidamos a todos para uma reflexão sobre o que representou e representa este triste período para nós, brasileiros e latino-americanos. Essa é uma página virada da história? Ou ainda sofremos as conseqüências deste passado sinistro? Utilizando diferentes linguagens, desde palestras, debates, vídeos, teatro, artes plásticas e ação de rua, queremos trazer esta reflexão. Pensando no presente para garantir um futuro mais justo, onde os exploradores, repressores e torturadores estejam, definitivamente, presos no seu devido lugar: o passado.

“Um povo que não conhece o seu passado também não tem futuro.”

Programação:
08/12-segunda-feira:
Apresentação teatral: O canto da terra, grupo Levanta Favela
Mesa: Enrique Serra Padrós: Professor de história da UFRGS, Suzana Lisboa: militante dos direitos humanos de Porto Alegre, Bruno Lima Rocha: militante de rádio comunitária e cientista político.
Exposição: “Memória Em Preto e Branco”, do artista-plástico Tharcus Aguilar.
Local: Território Cultural da Terreira da Tribo: João Alfredo, 709.
Hora: 19h

09/12-terça-feira:
Vídeo-debate: Com o filme Pra Frente Brasil, de Roberto Farias.
Local: Território Cultural da Terreira da Tribo: João Alfredo, 709.
Hora: 19h30min

10/12-quarta-feira:
Vídeo-debate: Com os documentários: Y cuando sea grande e Operação Condor.
Local: Território Cultural da Terreira da Tribo: João Alfredo, 709.
Hora: 19h30min

11/12-quinta-feira:
Apresentação teatral: O Amargo Santo da Purificação, construção coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.
Ato de rua: AI-5: Nossa memória não esquece, isso ainda acontece!
Local: Praça da Alfândega
Hora: 12h

Vídeo-debate: Com o filme Chove Sobre Santiago de Helvio Soto
Local: Território Cultural da Terreira da Tribo: João Alfredo, 709.
Hora: 19h30min

12/12-sexta-feira:
Vídeo-debate: Com o filme Crônica de uma fuga, de Israel Adrián Caetano
Local: Território Cultural da Terreira da Tribo: João Alfredo, 709.
Hora: 19h30min

Organização:
ELAOPA (Encontro Latino Americano de Organizações Populares Autônomas)
elaopa@bastardi.net

Escrito por Marcos

03/12/2008 em 12:22 am

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Os muros falam

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Faz pouco mais de 1 semana que a rede de colaboradores do ceL3um4 começou a notificar a redação do aparecimento de cartazes e afixes com fotos de torturados e desaparecidos durante a ditadura militar brasileira. Desenhos que fazem referência a mulheres e negros vendados e amarrados. Ainda não podemos afirmar a abrangência geográfica que tomou esta ação. Expomos aqui alguns registros no centro.

Porto Alegre está tomada

Venâncio, quase João Pessoa

faixa de pedestres da J.Pessoa. Mesma ordem de colocação dos cartazes ‘A4′

o desenho em papel, fixado na parede da mesma forma que as impressões 'A4'.Ex-sede da reeleição do Zé fogaça na esquina da J.Pessoa e Venâncio

Os lugares fotografados até o momento desta publicação, são sítios com alguma relação com a política do Estado ou da capital. As próximas fotos são do prédio localizado no final da Rua Caldas Jr., esquina com a Av. Mauá.

o prédio foi cenário da prisão de escavadores do PCC pela Polícia Federal

os cartazes sugerem semelhança entre o tratamento dado a militantes
nos dias de hoje e nos anos de ditadura militar
.

quem encontrar algum outro ponto da cidade com este material fixado, ou semelhantes, pode enviar para a redação do celeuma. Será publicado!

fotos da Agência Celeuma Imagem

Tirado do site Cel3uma – Jornalismo Subverso

Informações sobre a Intervenção aqui

Escrito por Marcos

03/12/2008 em 12:15 am

Por uma ética um pouco mais leve

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Há séculos o homem insiste em se perguntar sobre qual a melhor maneira de agir no mundo. Essa pergunta tem por fim sabermos como alcançar a felicidade. Os diversos pensadores da ética deram um grande valor à razão, na sua maioria buscaram fundamentar as suas éticas após uma exaustiva argumentação metafísica – indo do chão às estrelas, da sensibilidade à razão. Essa ética pesada, sem a insustentável leveza da vida, que virou e ainda vira teses doutorais, fez com que os filósofos se deliciassem com a sua própria racionalidade, esquecendo do mais importante: o agir no mundo. Talvez precisemos muito mais de um agir do que um exaustivo refletir, creio que uma ética da gentileza seja muito mais utópica que uma ética dos “imperativos da razão”, tendo em vista que poucos querem transformar-se a si mesmo. No entanto, temos sorte, há pessoas muito mais simples que conseguem aliviar todo o peso metafísico dessas pretensiosas e frias éticas. No Rio de Janeiro surgiu José Datrino, o Profeta Gentileza, que se colocou como missão esclarecer as pessoas para que tenham uma vida melhor, dizia ele que a sua missão era “amansar os homens burros da cidade que não tinham esclarecimento” e quando as pessoas o chamavam de louco apenas respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”; louco ou não, isso não é suficiente para desconsiderarmos a sua sentença: “Gentileza gera gentileza”. O que o profeta queria era intervir na cidade com os seus murais, fazendo com que as pessoas ao lerem a “palavra no muro”, “a palavra que liberta”, como dizia Marisa Monte na sua música chamada “Gentileza”, pensassem nas suas ações, e que se elas passassem a serem gentis umas com as outras, aos poucos teríamos uma vida mais tranqüila e feliz em meio às adversidades. Podem soar ingênuas demais as palavras de José Agradecido, mas o seu trabalho e a sua fé se aproximam muito mais da vida, são mais leve que qualquer metafísica. Ao invés de agirmos conforme a razão, pensemos em ser mais gentis uns com os outros, isso com certeza está ao nosso alcance e todos sabemos o que significa ser gentil – A ingenuidade do Profeta Gentileza talvez seja a sua maior força.

Escrito por Marcos

24/04/2008 em 2:33 am