É incrível perceber o quanto um telefone na mão de um expectador pode impactar na sua percepção estética. Ontem, assistindo o show do Pearl Jam, percebi o quanto as pessoas preocupam-se em registrar o que assistem. Uma câmera media a nossa relação com a música, uma câmera media a nossa relação com o espetáculo. O registro pode ser revisto, mas a sensação de estar no show não. Proponho algumas questões: até que ponto esses equipamentos de registro não estão alterando a nossa percepção? Será que podemos pensar em uma estética do registro? Ficam essas questões… “It’s evolution, baby!”.
Para uma estética do registro
12/11/2011 por marcosgoulart
Entendo.
A tecnologia digital já revolucionou a maneira de estarmos no mundo.
As imagens HD são mais nítidas que os nossos próprios olhos.
Daí a febre dos registros que estão além de qualquer estética visual e sim virtual.
Um imenso “hipertexto” caiu sobre nossa realidade deixando pra trás o que tínhamos de natural aos olhos.
Veremos logo mais uma corrida para se colocar próteses “Carl Zeiss” (lente Sony Cyber-Shot) no lugar dos olhos naturais.
E não faltam propagandas já estimulando esse desejo (Já fizeram até um filme com um olho ciborgue).
Bem vindo a Cibercultura!
“It’s (r)evolution, baby!”.
Namastê!