Santiago…
Ontem o professor Luis Antônio Baptista nos sugiriu que assistissemos ao filme “Santiago” de João Moreira Salles, dizendo que era um filme de Ética. Fiquei curioso, acabei de assistir… Fazia tempo que não me impactava com algum filme, mas esse não teve jeito, me fez pensar sobre um monte de coisas: o anominato de pessoas grandiosas, a leveza da vida, a culpa, a desculpa, a história de si pela voz de outro, o silêncio, o constante “allegro ma non troppo” da vida. Por que é um filme de ética? Porque nele o documentarista repensa as sua ações de um ponto de vista que não o seu no momento da gravação – a narração em off. Nessa experiência que aparentemente poderia ser um tributo ao ex-amigo, ex-empregado, ex-cuidador, temos a revelação: no filme, o mordomo não era a personagem do documentarista, tampouco o documentarista era um cineasta. Nada mudou, Santiago continuava sendo o empregado e João Moreira Salles, o filho do patrão…. eis a grande tensão!…