Quanto mais eu sofro, mais coração me aparece. Quanto mais eu sou criança, mais o peito s’entristece. Quanto mais entro na dança, mais o sangue se aquece, quanto mais fico sentado, mais o corpo é que padece. Você foi um sucesso na minha vida. O meu lado do avesso, o começo da minha vertigem, a origem do meu velho nó. Se você disser que quer eu digo que quero também, se você disser que não minha nega, eu volto no primeiro trem… Eu tenho um dom de causar conseqüências, um ar de criar evidências, um sapato novo no lixo. Vem cá, vem me lembrar. Mais do que cantar pra o mundo inteiro, eu quero cantar primeiro só para o seu coração. Mais do que este palco iluminado, eu quero esse delicado contato da sua mão… Cala a boca, Zebedeu!
Cala boca, Zebedeu
15/06/2008 por Marcos