“[...] Eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças (mas poucas se lembram disso)”. (O pequeno Príncipe – Saint-Exupéry)
Esse manhã assisti um filme que me fez pensar bastante na criança que um dia já fui, criança essa que corria pelas ruas da Restinga, que jogava bolita, que dava os seus primeiros passos no devir mundano: aprendia a mentir, a passar os outros para trás; mas não deixava de ser criança. No entanto, com quem ela aprendia isso? Eram as regras do mundo!? Esse menino aqui, fugia toda a vez que sua mãe o chamava para tomar banho, ou para varrer o pátio… Às vezes ela pegava algumas varinhas de chorão… – “Xiii… Isso doía muito!”. Chorava muito quando não tinha o que queria, mas brincava, tão sério, tão maduro, tão intenso, tão por inteiro, constantemente em conflito: quando o mundo lhe cobrava uma certa seriedade, preciso era ter sempre razão, sempre vencer, sempre se dar bem… Desse tempo, o que ainda resta? Não sei ainda o que há de natural nesse homem, o que se perdeu e o que permaneceu; contudo, “eu fico com a pureza da resposta das crianças” como diz Gonzaguinha, talvez seja a resposta mais sensata… Assistir à diversas infâncias, mas ver nelas pontos comuns – o espírito simples, a brincadeira, a vida por inteiro, me fez pensar no que somos: será que somos crianças e as crianças são os adultos? Será que elas são aquilo que deveríamos ser? Que mundo é esse que construímos para nós mesmos? Definitivamente, a criança é simples e inteira por “natureza”… A cada dia mais me convenço de que Jesus estava certo: “Deixe vir a mim as criancinhas, pois é delas o reino dos céus”; contudo: por que não tornamos esse reino dos céus o nosso mundo? Reaver a maturidade infantil que deve estar perdida em alguma parte do nosso corpo… “viver e não ter a vergonha de ser feliz!”… “Quando era criança era tempo dessas perguntas: Por que eu sou eu e não outra pessoa?”, o que perdemos? O que queremos? Para onde vamos? Talvez, por deixarmos de nos fazer essas perguntas, tenhamos construídos esse mundo tão frio e técnico que apreende os nossos corpos… Para as crianças, nós adultos, damos a indiferença e a razão de presente, e tornamos elas cada vez mais invisíveis.
Bem, eu não sei bem como mas perdida por estes caminhos internáutios eu caí aqui. E tive uma das mais maravilhosas surpresas da minha vida, em relação a pessoas, nos últimos tempos. Até porque nossa relaçao é daquelas de ”oi”, ”tudo bem?”, ”até mais”, ”muitas provas?”…. Mas agora eu sei que se chama Marcos Goulart. É forte, é adulto, é complexo, é amargo, mas também é tão sensível quanto a pureza da resposta de uma criança… ao mesmo tempo que é complexo, também é simples e sereno, e de amargo passa, em instantes, a algo deliciosamente doce, que vive, sem vergonha de ser feliz. É sério, polêmico e brilhantemente comprometido. Mas traz ”cômicas” e sofisticadas ironias. Este lugar foi visitado por mim durante quase duas horas, me deliciei nos teu textos e quase que monto acampamento por aqui. Será que já existe algum Movimento dos Sem Blogs Interessantes (MSBI)???
Eu queria falar das crianças, comentar teu post… mas acho que isso vai ficar para uma próxima, afinal já falei demais. Esta página já foi adicionada as minhas favoritas, isso quer dizer que voltarei com muito prazer. Obrigada aos deuses da Web que me trouxeram até aqui
Um beijo
Adri (mas quem é Adri???) É eu sei, tu não vai lembrar.
Ai Adri, eu lembro de ti sim, fomos colegas daquela cadeira de Inglês Instrumental, além de nos cruzarmos em algumas atividades… obrigado pela visita ao meu blog, apareça mais vezes… está nos USA, né? Como estão as coisas por ai?
Abraço
Sabe como é né, tantas ”Adris” pelo mundo..hehehe… é, to aqui na terrinha do Tio San ainda. Devo estar de volta pela segunda semana de agosto, não sei bem ainda. As coisas aqui estão indo muito bem. Eu moro em Nashville e estudo em uma Universidade de lá, mas agora estou em Washington, cheguei ontem aqui. Vou ficar uma semana na Universidade de Maryland… e volto pra Nashville pro 4 de julho :S fazer o quê… Barbecue de dia da independência, apesar de ser vegetariana…
Espero que esteja tudo bem contigo querido. Muitos beijos, Adri.
I will be back!!!!
Assisti ao filme gostei muito, é mesmo dura a realidade de algumas crianças… Agora estou com algumas dúvidas a respeito do filme e gostaria que alguém fizesse a gentileza de me responder.
Por que o título do filme é crianças invisiveis? Vocês acham o título adequado ao filme? e Qual a relação das historias ilustradas com a cidadania?
Aguardo resposta, e agradeço desde já.
cybergames32@yahoo.com.br
Estou muito feliz de encontrar este espaço.. maravilhoso… eu já estava preocupada… Finalmente … o fim dos tempos da Obscuridade (freudiana) e o trilhar dos caminhos da pura essência de VIDAS… na leveza dos SERES…. Somos poucos, mais… parabéns a todos nós…