Kairós
Maio 10, 2008 de Marcos
Há algum tempo tenho pensado em viver a vida a partir do presente, eternamente como afirma Wittgenstein. Entretanto, presente na gente há lembranças, essas que nos fazem perder-se em devaneios: sentimos medo, sentimos culpa, muito medo… São os fantasmas que habitam as nossas almas… Talvez o ideal fosse estarmos cegos… Entretanto, esquecer talvez não seja tão necessário, pois são importante essas frustrações que habitam os nossos falsos castelos de mármore - desmascarando o castelo de fumaça que ao sopro da realidade se perde no ar… Um cego não vê, mas ainda sente, por isso um clamor à cegueira da lembrança: para não ver por quem vivi, apenas sentir na pele… Tudo de maneira impessoal, mas igualmente intenso.