Um frio cartesiano? Possível? Os dedos estremecem, o corpo tão rígido e a alma vagando sobre si mesma… leve, leve, tão leve quanto a pluma… O pensamento talvez fuja para dentro de si mesmo, é lá que ele pode ser livre, jamais para si… jamais para si… Em mim sou várias partes, nos outros, sou nada, frio, rígido, silencioso… Nada de sonhos, nada… O que digo para mim mesmo é simples, partes, é sempre o mesmo, diferente de tudo, diferente de mim mesmo.
Tá frio lá fora
03/05/2008 por Marcos