Enlouquecidamente a noite acaba ao som da 9ª sinfonia de Beethoven… Amigos saem loucos pelas ruas atrás de um lugar onde fosse possível conversar… E a “reflexão de Guilherme” ao passar por um bar se dá: “… Nenhum pastor e um só rebanho! Todos querem o mesmo, todos são iguais; e quem sente de outro modo vai voluntário para o manicômio”. Mesmo assim, entram naquele lugar antes não visto, mas que suscitavam reflexões, o mundo de todos era o mesmo e por sinal, todos queriam o mesmo: Aquela felicidade inalcançável e artificial… Dois copos, um para mim e outro para Johannes… Onde estava Guilherme? Talvez tenha corrido para longe de nós, mas sempre olhando para trás… Com certeza ele nos esperava em alguma esquina. E assim, corremos para o nosso manicômio, eu e Johannes lembrando as palavras de Guilherme antes de fugir… “Cantarei minha canção aos que vivem solitários ou em solidão a dois; e quero que, quem ainda tenha ouvidos para o que nunca se ouviu, sinta a minha ventura oprimir-lhe o coração. Quero atingir a minha meta, quero seguir o meu caminho; e pularei por cima dos hesitantes e dos retardatários. Que a minha jornada seja a sua ruína!…”. Nobres eram as palavras de Guilherme, que com certeza não eram suas; e em um quarto numa solidão profunda encontramos Guilherme, deitado em uma cama, com uma garrafa de vinho ao seu lado ao som de Beethoven… O seu manicômio perfeito.
Dedicado a amizade de Leonardo e Dover.