O confronto com o passado causa um imenso desconforto, jogando-nos em diversas dimensões de nossa vida – ficamos perdidos… Agarrar nas mãos as imagens felizes, jogar para longe as imagens tristes, sermos seres criadores de vida: recriando histórias, revivendo belos momentos. Quantas pessoas passaram pelas nossas vidas e foram esquecidas… quantas reaparecem? Assim tomado de assalto por um impulso de reencontro, tento lembrar das pessoas que atravessaram o meu tempo… lembro de papéis escritos a caneta, o que será que eu escrevi? Poesias, aforismos, livros, músicas, tudo isso ao mesmo tempo é o que sente um coração que não compreende onde está… assim como um rio, a vida jamais pára e a história não é sempre a mesma… estou há anos atrás tentando entender o que hoje há… a história, como é de se perceber, não é linear.
I can see for miles (The Who)