Voando por sobre o tempo e glorificando a sua impotência perante o seu destino. Apossa-se de sua alma a saudade de um futuro: sempre e sempre o que ainda não há, pois mesmo não sendo, lá é melhor. Quem é esse homem que brinca com o tempo e que vive em si mesmo as suas primaveras e seus invernos? Quem é esse homem que repousa na distância entre os seus olhos e o horizonte? Para a paz consigo mesmo é preciso algo forte: um amor qualquer ou até mesmo uma revolução… Na saudade do que virá, uma canção aos seus ouvidos: doce pretexto para justificar a sua vida “forçada” por um destino escrito por um deus qualquer.