Nenhuma palavra pode atingir
0 sentimento encarcerado no meu ser:
nostalgia de uma palavra vazia,
uma canção que já inicia
com um adeus ou um amém.
Sou eu comigo mesmo,
um silêncio profundo
e uma palavra nenhuma.
Os passos diante do indizível
que é sentido no meu peito,
trilham poesias tão adeus de mim,
como fuga de algo não eu,
um fato que nunca acontece:
fogem as rimas, escrevo o silêncio.
Tão barata quanto minha filosofia,
tentativa que se acaba no tentar,
indizível como sempre…
minha vida aprisionada,
em um passado que não há.