A possibilidade de uma invasão de extraterrestres no nosso planeta não está fora de cogitação, talvez a vontade de sermos “visitados” por seres de outros confins do universo, funcione para a gente como uma fé de que é possível fugir daqui, como queria Raul Seixas em uma de suas canções. Na minha opinião, entretanto, a invasão de extraterrestres no nosso planeta combina muito mais com um carro na beira de estrada na noite, onde, ao som de Billie Holliday, um casal é abduzido, e levado a experiências fora dos nossos padrões biológicos… Sinceramente, os extraterrestres não teriam nada de interessante para fazer aqui – a não ser tomar Skol com a Luize Altenhofen; quem não queria ser aquele Et?!. Os tempos são outros, os ovnis já não querem aparecer tanto, os nosso olhares não se voltam mais para o céu, mas sim para as nossas televisões, e o máximo de “céu” que olhamos é o teto dos nossos quartos quando vamos dormir. É, os tempos são outros… O nosso poderio de fogo é enorme, somos nós que detemos o Hubble, e temos a possibilidade de nos fazermos ser vistos por eles – como um surto de BBB interplanetário -; podemos amedrontar planetas e populações inteiras… Imaginem uma geringonça mecatrônica posando em um planeta e os nossos companheiros Ets se verem obrigados a ouvir “ô coisinha tão bonitinha do pai” – não seria aterrorizador? Não seria isso a nossa vingança?… Não são os extraterrestres que invadirão a Terra, somos nós que criaremos um planeta para invadir, e isso se chama progresso.