Variações & Experimentos

Devaneios de uma razão em sua menoridade…

Mais um exemplo de mau jornalismo e péssima cobertura da Zero Hora

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solidariedade3Neste sábado dia 31 de outubro a jornalista Rosane de Oliveira reafirmou o seu velho estilo de “jornalismo político”. Na base da linha chapa branca, ouvindo apenas e tão somente as fontes oficiais, Rosane noticia (ou seria melhor, “notifica”, como porta-voz de mídia oficiosa), o ataque político-policial sofrido pela Federação Anarquista Gaúcha (FAG) na tarde da última 5ª, dia 29 de outubro. O seu texto, telegráfico, compra a versão da Polícia Civil sem sequer procurar entrevistar os indivíduos responsabilizados pela campanha contra a governadora Yeda Crusius (PSDB). Infelizmente, não se trata de novidade nos textos da “colega” Rosane de Oliveira, herdeira de José Barrionuevo na fatídica página 10 do veículo impresso da família Sirotsky.

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Escrito por Marcos

05/11/2009 em 4:09 pm

Publicado em Notícias

Santiago…

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Ontem o professor Luis Antônio Baptista nos sugiriu que assistissemos ao filme “Santiago” de João Moreira Salles, dizendo que era um filme de Ética. Fiquei curioso, acabei de assistir… Fazia tempo que não me impactava com algum filme, mas esse não teve jeito, me fez pensar sobre um monte de coisas: o anominato de pessoas grandiosas, a leveza da vida, a culpa, a desculpa, a história de si pela voz de outro, o silêncio, o constante “allegro ma non troppo” da vida. Por que é um filme de ética? Porque nele o documentarista repensa as sua ações de um ponto de vista que não o seu no momento da gravação – a narração em off.  Nessa experiência que aparentemente poderia ser um tributo ao ex-amigo, ex-empregado, ex-cuidador, temos a revelação: no filme, o mordomo não era a personagem do documentarista, tampouco o documentarista era um cineasta. Nada mudou,  Santiago continuava sendo o empregado e João Moreira Salles, o filho do patrão…. eis a grande tensão!…

Entrevista de João Moreira Salles sobre o filme.

Escrito por Marcos

24/10/2009 em 8:09 pm

Ainda bem que não sou jovem

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Juventude é todo mundo. É essa a conclusão que podemos chegar ao analisar de forma rápida a propaganda do Partido Progressista dedicada à juventude que assisti na quinta-feira, dia 08/10, no intervalo do Jornal Nacional da Rede Globo. Essa conclusão pode ser tirada a partir de uma simples dedução em função do que foi dito ontem. Então vamos lá, tomemos por princípios duas premissas do que foi explicitado na propaganda: “P¹: Ser jovem não é ser de esquerda; P²: Ser jovem é querer ser feliz”.  Ora, com essas duas premissas não se vai muito longe; contudo, se introduzirmos uma terceira premissa, que creio que todo mundo aceita, a saber, “todo mundo quer ser feliz”. Chegamos a conclusão: todo mundo é jovem. Porém, quem é de esquerda, além de não ser jovem é infeliz? É claro que um silogismo não é suficiente para desconstituir algo que é dito, muitas coisas estão para além das simples deduções, mas o fato é que se levarmos às consequências o que foi dito pela propaganda, chegamos a conclusão que é uma peça publicitária preguiçosa, com um discurso simplório e idiota. Qualquer pessoa que pensa sobre a temática juventude pode perceber que a concepção do PP está restrita a um elogio da juventude enquanto algo que pode ser revivido com uma simples posição, com uma simples atitude e não enquanto uma categoria que explicita uma série de complexidades que muitas vezes é vista como problema e solução do caos social. A propaganda progressista instaura uma juventude que quer ser empreendedora, que quer trabalho, que quer ser feliz, ou seja, a concepção de juventude do PP engloba todo mundo, eu, você, o Zé Povinho, etc, quem não quer trabalho? Quem não quer ser feliz?. Porém, implicitamente, segundo a peça publicitária, quem é de esquerda não quer trabalho, não quer ser feliz. Mas como havia dito, não é deduzindo consequências de silogismo que podemos nos colocar a pensar sobre a temática da juventude, que é extremamente complexa, a questão é saber quais as razões que levam um partido a definir juventude em contraposição à esquerda. Ora, a resposta, a meu ver, parece ser a seguinte: grande parte dos movimentos que pautam as políticas públicas de juventude são de partidos de esquerda, a UJS (União da Juventude Socialista), por exemplo, teve uma grande participação na constituição do Plano Nacional de Juventude e, ademais, se coloca como a grande interlocutora do governo no que diz respeito a esse tema – por razões óbvias, o apoio ao governo Lula. Além disso, grande parte dos movimentos contestadores são constituídos por jovens que, obviamente, se dizem de esquerda. Podemos dizer que a posição do PP no que diz respeito a juventude tem como finalidade criticar a esquerda, nada além disso.  Ora, Se todo mundo é jovem porque quer ser feliz, e se ser jovem não é ser de esquerda, o que faziam aquelas centenas de pessoas em Brasília no ano passado na 1ª Conferência Nacional de Juventude? É uma pergunta importante a ser pensada… Eles não queriam um mundo melhor, a felicidade? Quero finalizar dizendo que não sou da UJS nem de nenhum partido, tampouco poderia ser colocado dentro do saco dos esquerdistas (me nego a participar de um conceito que tem como extensão o presidente Lula, por exemplo), a meu ver, ser de esquerda é ser inquieto com o presente, percebendo que problemas sociais não podem ser resolvidos na perspetiva dos indivíduos, que é preciso instituir um valor comum, que pensa que participar e agir é bem melhor do que ser representado, portanto, na atual conjuntura, um Governo jamais vai ser de esquerda. Assim como a propaganda do PP, também não acredito que ser jovem é ser de esquerda ou usar camisa do Che Guevara , mas elaborar um conceito de juventude a partir da negação disso é uma bestialidade. Fico aliviado em saber que não sou jovem para o PP… Talvez muitos não sejam e nem queiram ser… Ainda bem.

Escrito por Marcos

10/10/2009 em 8:03 pm

Pensar o crack, pensar as drogas

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O Le Monde Diplomatique Brasil desse mês apresentou uma série de textos que abordam a questão da (des)criminalização das drogas. Em vista disso, motivado por esses textos, resolvi, sabendo que alguns filósofos me seguiam no Twitter, postar a pergunta: “O que os filósofos têm a dizer sobre a política antidrogas?”. É claro, minha questão parece ter sido desconsiderada, esse é um tipo de tema que os filósofos não se dão ao luxo de discutir: é coisa para sociólogos, psicólogos, antropólogos, psiquiatras, médicos, etc. Todavia, Foucault1 já falou sobre isso. Walter Benjamin2 também. Mas nós, filósofos profissionais3, não temos nada a dizer? Não podemos ter uma opinião formada sobre esse tema que influencia as nossas vidas nos grandes centros urbanos? Achei uma saída. Se a filosofia não “pode” falar do problema das drogas frente a cultura, então, podemos falar dos argumentos utilizados para defender a proibição ou legalização das drogas no país. Chegar a essa conclusão, entretanto, serviu apenas para justificar o lugar do filósofo em determinada ordem do discurso. Mas não vou seguir essa regra…

Iniciemos com um breve relato. Desde que a RBS iniciou a sua campanha “Crack, nem pensar” tenho sido tomado por um sentimento de inquietação em função do debate extremamente reducionista acerca das drogas e, além disso, do raciocínio preguiçoso do grupo que está por trás dessa campanha. É possível perceber que essa campanha é puramente publicitaria. Por mais que tenha um intenção que diga respeito à redução da violência no estado, a lógica da campanha é a lógica do filme de terror: umbral com pessoas chorando, morte de pessoas, calamidade social, etc. Mas a campanha opera em uma lógica de outras intenções.

Em grande parte dos debates propostos por esse veículo em função da campanha, o lugar do “especialista” é perfeitamente delimitado: são profissionais da segurança pública, psiquiatras, psicólogos sem orientação social, etc. Isso é importante, pois dá o indício dos argumentos que vão justificar determinada lógica para resolução do problema que, provavelmente, pautarão políticas públicas que visarão a intensificação da repressão, o aumento de leitos em hospitais, a patologia psíquica no plano do indivíduo, etc. Por outro lado, pelo menos três sujeitos são produzidos a partir disso: a vítima, o criminoso e o doente. Essa tríade que aparentemente é óbvia, delimita ora o usuário, ora as vítimas da violência, ora os familiares, etc; contudo, é interessante dizer que o usuário pode ser os três sujeitos conforme o ponto de vista que se utiliza. Ou seja, se por um lado o Crack é uma epidemia, então o usuário é doente, se ele é doente, ele é vitima; porém, se o usuário passa a praticar pequenos crimes para obter a droga, passa a criminoso, e o tratamento que antes poderia ser visto no plano da saúde, passa a ser visto no plano da repressão.

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Escrito por Marcos

25/09/2009 em 1:45 am

Publicado em Cultura, Experimentos

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Tancredo Neves contra a juventude do Rock In Rio

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Folha de São Paulo, 04/01/1985, página 2.

Folha de São Paulo, 03/01/1985, página 2.

Como já é sabido, o Ano Internacional da Juventude proclamado pela ONU foi em 1985, e no Brasil, o ano da juventude foi o ano de 2006. Fiquei me perguntando: “21 anos de diferença? Não se discutia juventude por aqui?”. É, realmente, pensar políticas públicas de juventude, não era um tipo de reflexão presente no Brasil de 85. Porém, um fato marcou bastante o Brasil, e estava relacionado à juventude: o Rock’n'Rio. O Rock’n'Rio aconteceu concomitantemente – por coincidência? – à eleição indireta para presidência do Brasil… O nosso presidente que morreu antes de assumir, perguntado sobre que juventude era a juventude que ele considerava importante, deu a resposta na matéria acima.

Escrito por Marcos

11/09/2009 em 6:25 pm

Rock In Rio com Tancredo Neves

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Inquietado pelo fato de o “Ano Internacional de Juventude”, que foi em 1985, ter passado em Branco no Brasil, resolvi fazer algumas pesquisas.  Primeiramente, a juventude com Tancredo Neves no Brasil…

Escrito por Marcos

11/09/2009 em 6:23 pm

VII Semana Acadêmica da Filosofia da UFRGS

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semanaacademica

Escrito por Marcos

03/09/2009 em 6:08 pm

Processos de Pedagogização I

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Ontem na reunião mensal dos oficineiros dos pontos de cultura de São Leopoldo, parei para pensar sobre esse excessivo movimento de pedagogização que toma conta de tudo, inclusive das oficinas – explico. Por mais que a ideia de oficina esteja ligado à ensino, discordo de qualquer forma de ensino (formatação das condutas) anterior ao processo, ou seja, creio que o que está em jogo em uma oficina não é meramente uma dinâmica de ensino, direcionado, mas um processo político, um processo ético. É claro que qualquer pedagogo de plantão me dirá que um processo de ensino também é ético e político; contudo, não é essa a questão, talvez tenhamos que qualificar o que entendo por ética e política. Primeiramente, entendo como um processo ético, no caso do oficineiro, a postura não diretiva, que não se proponha a orientar condutas, mas que tenha em vista o desejo, o respeito ao desejo alheio. Por conseguinte, é um processo político, pois se pensa no processo coletivo, onde os desejos são de conjunto, sem um fim limitado de antemão. Os discursos pedagógicos das metodologias a priori, portanto, devem deixar as oficinas livres – não se deve atribuir a um pedagogo o poder da enunciação dos discursos acerca das oficinas, assim como não se deve dar a um político o poder sobre a política também.

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Escrito por Marcos

01/09/2009 em 1:53 pm

Juventude, Biopolítica e Capital Social*

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As políticas para a juventude apareceram com força no cenário público nacional em meados da década de 90, ganhando maior visibilidade na década atual. Antes disso, a preocupação com a juventude estava presente na Constituição Federal (1988) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), porém, na perspectiva da proteção, sem nenhuma menção ao protagonismo juvenil, conceito presente nas políticas públicas atualmente. Ou seja, nesse período – aproximadamente duas décadas – o sujeito das políticas públicas de juventude é reformulado: o jovem passa a ser visto como um importante ator político. O presente trabalho pretende apresentar um estudo inicial, analisando a partir de um referencial genealógico a constituição de um sujeito jovem na transição do modelo da proteção ao modelo do capital social. Ao considerarmos o protagonismo juvenil e o empowerment (empoderamento) importantes analisadores conceituais, tentaremos refletir sobre que “social” é esse, quando nos referimos à juventude como “capital social”. Dessa maneira, a reflexão de Michel Foucault no curso “Em defesa da Sociedade” nos orientará para pensarmos o paradoxo de uma juventude que, por um lado é um problema para a sociedade, e, por outro, é um importante elemento de transformação social – em defesa da sociedade. A série “proteção – protagonismo juvenil – defesa social” explicita certa saída de uma menoridade, isto é, o jovem passa a ser pensado em termos de maioridade política. Assim, nos amparando na releitura de Foucault do texto “O que é o esclarecimento” de Immanuel Kant, onde o filósofo alemão reflete sobre o esclarecimento (a saída da menoridade da razão), visualizamos a concepção das políticas públicas atuais, presente em textos governamentais, como o esclarecimento pela via do Estado. Enfim, a transição de um modelo da proteção para o modelo do capital social representa o movimento do esclarecimento? O Estado, em função disso, não passa a ser um gestor das liberdades juvenis? Eis a questão que colocamos em análise.

*Resumo do trabalho que vou apresentar no XV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social.

Escrito por Marcos

23/08/2009 em 8:04 pm

Uma briga de “gigantes” ou a democratização da comunicação?

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Nessa semana deu-se início a mais uma batalha pelo controle do monopólio da televisão. A Rede Globo falou de Edir Macedo e da Igreja Universal para acusar a Rede Record, e a Record respondeu de forma rápida e agressiva, com uma história que muitas pessoas já sabiam; porém, com a audiência do Fala Brasil muito mais pessoas tiveram acesso às histórias obscuras da Rede Globo. Há um documentário que facilmente se consegue na internet, se chama “Muito Além do Cidadão Kane“. Esse documentário registra bem como a Rede Globo conseguiu chegar ao seu império midiático. Pela resposta da Rede Record, podemos perceber que eles usaram como base esse documentário. Ao meu ver, essa briga entre “gigantes” da mídia, representa apenas a luta pela audiência por outros meios, e não um debate sobre as comunicações no Brasil, isto é, um debate que discuta a legitimidade de uma ou outra. Não se discute, por exemplo, às concessões de televisão como um bem público, não se discute as relações entre religião, política e mídia, para se ter uma ideia, grande parte das concessões de televisão e rádio estão nas mãos de religiões ou políticos ligados a algum partido – os velhos coronéis do senado, têm as suas rádios ou televisões. Hoje mesmo li no jornal Correio do Povo que um filho do Renan Calheiros ganhou uma concessão de rádio. Digo ganhou, pois é isso mesmo, concessão se ganha de presente, e com certeza é um ótimo presente para quem quer comandar um Estado, não se discute o papel político – no bom sentido da palavra -, mas se dá concessões para quem “quiser”. Quero citar um exemplo do quanto é injusto esse sistema de concessões. Desde 2001 eu trabalho com Comunicação Comunitária, e nesse mesmo ano comecei a trabalhar na Rádio Comunitária da Restinga, uma rádio que tinha protocolado um pedido de concessão de rádio comunitária junto ao Ministério das Comunicações em 1998. A rádio tinha um ótimo trabalho comunitário, na sua grade de programação tinham 24 programas todos desenvolvidos por moradores do bairro, todos os locutores eram voluntários, faziam aquilo porque acreditavam. Em 2004, após 6 anos de espera por uma concessão, a rádio foi fechada pela Anatel – éramos criminosos. Isso demonstra o quanto as concessões de mídia são pouco avaliadas no que diz respeito ao bem comum, para mim, o fechamento de rádios comunitárias, efetivamente comunitárias, é uma afronta à democracia que todos juram defender – hipocritamente, nenhum dono de empresa de comunicação é contrário a liberdade de expressão, porém, se diz uma coisa e se faz outra. muitas empresas de mídia constantemente chamam rádios comunitárias de rádio pirata – mas pitaras são eles que estão atrás do ouro! Voltando ao caso da Record contra a Globo, acredito que essa briga entre as empresas de midia é apenas para ocupar o primeiro lugar no controle dos meios de comunicação. Nesse sentido, a única esperança que tenho, é na I Conferência Nacional de Comunicação, que, pelo que sei, depois de muito insistência, vai sair . Quem sabe mude um pouco essa vergonhosa situação do país. A democratização da comunicação é muito mais do que dar ao público o prazer de assistir outra novela, ou outro Big Brother, ou outro Jornal Nacional, ou outro Faustão, é poder propiciar para a população o acesso aos meios de produção de mídia, é poder incentivar as produções locais de cultura e etc, e, além disso, é poder aceitar o movimento de rádios livres e comunitárias como movimentos legítimos e não como criminosos. A final de contas, tanto a Record, quanto a Rede Globo, são contra às rádios comunitárias, e com certeza sempre assinam embaixo quando uma rádio é fechada… Acho que os criminosos estão brigando por ai, controlando grandes empresas de comunicação ou nos “representando” em Brasília ou por esses pagos… E que veja quem tem olhos de ver, amém…

Escrito por Marcos

13/08/2009 em 6:36 pm